Nina não vai morrer

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Final feliz

Di foi adotada! Estou atrasado pra dar a notícia, afinal ela foi adotada em fevereiro, mas é um desfecho feliz pra ela e pro Ivan, que a adotou.

Feliz vida nova pra ela! E parabéns à Camila que a acolheu, cuidou e achou um lar enquanto ela se recuperava. Que o exemplo dela seja sempre seguido.


Tenho novidades da Nina pra postar, o que farei em breve. Fotos, ainda não. Sim, eu sei que é imperdoável! Ela está forte e linda, preciso compartilhar.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Atropelamento e fuga... das responsabilidades

Mais uma amiga da Nina precisando de ajuda. Essa precisa de um lar. A Di é uma cachorra de rua de São Paulo que foi atropelada e perdeu uma parte da cauda. Teve que sofrer uma operação simples e deu um grande susto porque nos primeiros dias se movimentava mal por causa da pancada na coluna. Isso me lembra a Nina, pois também achamos que ela havia ficado paraplégica após o atropelamento. Apesar disso ela não parava quieta, não parava de mexer nos curativos e foi internada pra que a veterinária (que ajudou muito cobrando um valor simbólico) cuidasse melhor dela. Mas com a medicação e os cuidados ela já está quase totalmente recuperada.

A notícia boa é a de que ela está ótima! A má notícia é que ela foi vítima de pessoas que não respeitam outros seres vivos. A Camila, que a resgatou e me pediu essa ajuda na divulgação, descreve o que houve:

"Foi assim: cheguei em casa por volta das 19:20 e encontrei uma vizinha com os dois netos vindo a pé e me disseram "nossa cachorrinha foi atropelada mas ela saiu correndo machucada", parece que aconteceu por volta das 17h. Ela havia procurado a pé pelas redondezas até aquela hora e não tinha encontrado. Nem entrei em casa e fomos eu e meu marido procurar na maior correria pois logo ía escurecer, rodamos o bairro de bike e nada, voltei pra casa, sai com a vizinha a pé, uma outra vizinha tinha saído de carro e ainda não tinha voltado, encontramos no caminho uma quarta vizinha que foi quem castrou a cachorra poucas semanas antes e que ajudou a pagar o tratamento. Foi ela a pé que voltou lá pelas 21h e tantas com a cachorra, aí corremos pro pronto socorro.

A mulher que atropelou falou pra mim mesmo a seguinte frase: "procurei ela por MEIA HORA" - dando ênfase como se isso fosse uma eternidade... Respondi que realmente, nós a encontramos só às dez da noite...
No dia ela gritou as quatro ventos que iria pagar, que iria pagar. Deixou o telefone na minha vizinha. Eu liguei pra ela sexta passada e ela me disse que faria tudo que estivesse ao alcance dela, ela foi na minha casa conforme combinamos e saiu com a cópia da nota do veterinário dizendo que iria pagar aquela quantia e que nesta semana iria na minha casa levar os cheques. Daí dois dias depois me liga o irmão se dizendo advogado da família dizendo que eles não íam pagar nada não. Tipo, é muita cara de pau, sabe? Muita desonestidade! Ela e ele falaram que demoramos pra ligar. (demoramos porque ninguém queria ligar, estavam todos putos demais e o foco era cuidar da cachorra que tinha que ser medicada todo dia, com horários, tinha a cirurgia, estávamos nos revezendo eu e uma vizinha nisso e no momento ela está na veterinária pra fazer curativos diariamente pois em casa ninguém conseguia."

A Camila pretende entrar com uma ação no Juizado Especial contra a motorista. Esse tipo de atitude dela, fugir das responsabilidades por se tratar de um animal, não pode passar sem uma advertência que seja.

Pois bem, agora Di precisa de um lar. Camila a está abrigando provisoriamente, mas não poderá ficar com ela. A Di tem aproximadamente 1 ano, é castrada, saudável, muito dócil, brincalhona, carinhosa e adora crianças. Se alguém puder ajudar, por favor, envie um email para bobmacjack@gmail.com

Ela é linda:




terça-feira, 20 de julho de 2010

Vamos ajudar mais um amigo?

Peço ajuda agora pra mais um amigo da Nina. Ele não pôde contar com a ajuda do órgão que deveria protegê-lo. Acompanhem a história nas palavras de minha amiga Drielle:

"Escrevo para tentar achar um novo dono para um animal que foi abandonado. Abaixo, tem um resumo da história, mas peço que aqueles que tenham um pouco de paciência leiam o relato completo para entender a situação absurda, e vejam se podem ajudar de algum modo.

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O cachorro é de raça indefinida, preto, porte médio, adulto, manso, e foi localizado na Vila Mariana. É muito dócil e brincalhão, embora esteja magro pelo tempo que passou fome na rua. Acionei o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), pois o cachorro possuia placa de identificação do orgão, com RGA. Foi constatado o abandono do cachorro - o antigo dono não relatou o desaparecimento e todos os seus contatos pessoais não funcionam -, e o Centro de Controle de Zoonoses se recusa a admitir qualquer responsabilidade sobre o animal. Após contato insistente, um funcionário do orgão disse que poderia retirar o cachorro como um "favor" e sem informar o que seria feito com o animal.

Agora, sabendo da indiferença e incompetência do orgão, temo pela integridade do cachorro caso ele seja novamente recolhido pelo Centro de Controle de Zoonoses. Não posso adotá-lo, pois já possuo animais demais e não tenho espaço para mais um. O cachorro está em uma clínica veterinária, que só pode abrigá-lo até o início da semana. A situação é urgente, e se você souber de qualquer pessoa que possa ter interesse em adotá-lo, por favor, entre em contato.

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História completa:

No primeiro contato, a funcionária do Centro de Controle de Zoonoses passou outro número da prefeitura para que fosse aberta uma solicitação, que seria encaminhada para o orgão, e só depois disso eles se envolveriam com o caso. Tudo sem qualquer previsão de prazo. Liguei para o número indicado, que não funcionava.
No segundo contato, a funcionária, após ser informada que o telefone não atendia, com má-vontade disse que abriria o caso por ali. Após anotar todos os dados, do cachorro e meus, disse que tentaria localizar o registro do dono, e em seguida passaria os contatos para que eu falasse com ele. Não entendo quando entrou nas minhas atribuições de cidadã realizar o serviço do Centro de Controle de Zoonoses, assumindo os gastos telefônicos, mas como o bem-estar do cachorro estava em questão, aceitei os termos. Preocupada com a possibilidade do dono não ser localizado, indaguei na mesma ligação o que o Centro de Controle de Zoonoses faria se fosse constatado o abandono, e fui informada que "se tomariam providências". Como a resposta era insuficiente, perguntei se eles recolheriam o cachorro, e ela me disse que "essa poderia ser uma das providências". Poderia.

Não tenho qualquer conhecimento jurídico, mas uma pequena dose de bom senso e lógica, me faz crer que um animal que já foi recolhido pelo CCZ, adotado, e depois abandonado, é sim responsabilidade do orgão. Na minha cabeça, o caminho lógico a ser adotado pelo Centro de Controle de Zoonoses seria: garantir que o cachorro fosse recolhido em um lugar provisório - enquanto se tomam as medidas cabíveis -, tentar localizar o dono imediatamente, e, constatado o abandono, recolher o animal, encaminhá-lo para nova adoção e acionar legalmente o antigo dono, para que responda pelo abandono. O descaso e desrespeito ao cidadão que tenta fazer o que é correto é um absurdo, absurdo que só é superado pela total falta de interesse no bem-estar do animal.

Sei que é uma luta contra as estatísticas: a adoção de um cachorro não é fácil. Porém, estou tentando fazer algo pelo animal, e lutar contra a minha indignação. Indignação com pessoas que tem a coragem de retirar um cachorro de um centro de adoção para abandoná-lo depois. Indignação por pessoas continuarem achando que animais são objetos, que podem ser descartados. Indignação com o Centro de Controle de Zoonoses, que só demonstrou despreparo, irresponsabilidade e, acima de tudo, falta de vergonha na cara.

Ainda que você não possa adotar esse cachorro, peço, primeiro, que faça o máximo para nunca depender do Centro de Controle de Zoonoses: ele se mostrou incompetente e indiferente. Providencie uma placa de identificação para seus animais com telefones pessoais. Dois, três, quantos números você puder, pois telefones mudam e pode demorar um tempo até que uma pessoa desvie a sua rotina para observar a placa de identificação de um animal na rua. O importante é não esperar a boa vontade de um orgão que oferece um "Registro de Animais", mas não cumpre sua função de ligar para o dono, apenas para economizar na conta de telefone ou no dedo dos seus funcionários, não sei ao certo.
Segundo, faça a gentileza de ajudar a divulgar essa história. Sei que são vários os e-mails com histórias de animais abandonados, e que a notícia não é novidade. Mas algo tem que ser feito por esse cachorro, que até agora só encontrou descaso. Me ajude a lutar contra esse absurdo, por favor.

Obrigada."






terça-feira, 27 de abril de 2010

Sem movimentos

Quando vi Nina pela primeira vez, sem se mexer, achei que ia ficar sem movimentos nas patas traseiras. Já a imaginei num carrinho. Minha visão de leigo estava totalmente errada e ela hoje corre quando passeamos pelas ruas do bairro.

(Para quem chegou agora: a história da Nina)

Uma das madrinhas da Nina, infelizmente, está passando por este problema: um cãozinho paraplégico. Se você puder ajudar, por favor, mande um email para mim (ninaid@zipmail.com.br) que o encaminharei a ela. Eis a história, nas palavras dela:

"Agora, nós, aqui de Floripa, é que estamos precisando da ajuda de vocês. Estamos fazendo um trabalho em algumas aldeias indígenas, aqui da região da Grande Florianópolis e ontem encontramos, numa dessas aldeias, um cachorrinho paraplégico. Há duas semanas fomos lá e ele estava muito bem. Mas nesse sábado, ao chegarmos, um índio trouxe o cachorrinho já sem os movimentos das patinhas de trás. Trouxemos o pobrezinho para uma clínica em Floripa e o veterinário confirmou a nossa suspeita, ele teve um fratura na medula e perdeu os movimentos. Conseguimos um carrinho para ajudá-lo a caminhar, mas ele ainda não se adaptou. Ele está no meu apto, mas eu e meu marido ficamos fora o dia inteiro e só voltamos por volta das 22h. Ele precisa de uma casa, com pessoas que possam ficar com ele e estimulá-lo a andar com o auxílio do carrinho. 


Vocês podem nos ajudar a encontrar um lar para ele?"

Podemos?




sexta-feira, 16 de abril de 2010

(Clica que amplia...)

Nina foi convidada a participar desta feira de adoção para mostrar como um pitbull pode ser irresistívelmente doce. Chance pra conhecê-la. Se ela aceitar ao convite, claro! Ela disse que deve aparecer à tarde, umas 16:00.

Ah, tem uma foto da Nina recente em http://www.twitpic.com/1evslq mostrando como ela está agora (foto tirada dia 11/04/2010).

domingo, 31 de janeiro de 2010

Andando

Quando decidimos ajudar Nina a história já estava toda desenhada na minha mente: acolheríamos, trataríamos e devolveríamos a capacidade de
andar. Aí num dia distante, depois de procurar e selecionar um dono,
teríamos uma dolorosa e comovente despedida.

Resolvemos mudar essa história um pouco. Só o final. Não haverá mais despedida.


Cenas do segundo passeio da Nina após a liberação do veterinário. Ela vai mancando e devagar, mas tem uma força enorme! Dá pra ver nessa foto a diferença de pelagem na região da operação. A parte traseira está ainda mais rala. Este foi o lado operado. A cicatriz está bem discreta, é possível percebê-la pouco abaixo do rabo. Os pontos já foram retirados e não houve nenhuma complicação na cicatrização.


O rabinho funciona a 580 APM (Abanos Por Minuto).



Toda esperta!


Um longo caminho pela frente.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Menina esperta

Acordei cedinho pra trabalhar e, descendo as escadas, ouço uma batucada esquisita.

No dia anterior havia chovido muito. Por conta de uma reforma, todos os cantos onde costumamos deixar Nina ficaram molhados. A solução foi deixá-la na sala. Ela adorou, claro. Não só ela, aliás, a festa foi de todos.

Trocamos o tapete pelo que ela usa para dormir e fomos descansar. No dia seguinte, a batucada.

Continuei descendo tentando adivinhar o que ela podia ter aprontado. Está cada vez mais ativa e "falante". Era raro ouvirmos seus latidos. Agora já nos avisa sobre estranhos no portão. Levanta com facilidade. O andar ainda deve ficar um bom tempo com um rebolado esquisito, mas logo deve aprender a tirar proveito desse charme. O barulho vinha da cauda batendo estabanadamente no sofá da sala. Conseguiu por conta própria subir no sofá e deitar-se. Até usou uma almofada como travesseiro.

Só estava desejando um bom dia.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Eppur si muove

E continua a recuperação. Nina teve problemas com a readequação da alimentação. Teve uma leve diarréia, vômitos e depois ficou constipada. Ficou magra de novo, o que me assustou um pouco. No sábado aproveitei uma consulta do Johnny para conversar sobre o caso com Dr. Carlos e ele me tranquilizou. Rimos com ele contando sobre a forma como minha mãe, por telefone,  se entregou, falando enfaticamente que "ela come beeeemmm!". Um creme para recompor a flora intestinal e injeções, que eu mesmo apliquei, a recuperaram. Já no sábado estava bem mais esperta.

Nina já está andando! Ainda continua a restrição de movimentos, mas ela levanta e ensaia seus passinhos. Durante o dia ela fica na garagem, onde toma sol e é visitada pelas pessoas da vizinhança que estão acompanhando sua recuperação. À noite ela fica num quartinho nos fundos, protegida do frio e da chuva. Antes era carregada de um lado para outro no colo, para não fazer força. Agora já vai sozinha, sem ser arrastar! Vai com passos tortos, parece ter bebido, mas não precisa ser carregada.

Hoje a cirurgia completa duas semanas. Faltam duas semanas para que termine a restrição movimentos e ela possa se movimentar livremente, só não podendo subir escadas. Pela recuperação que está tendo, parece que não vai precisar operar o lado direito, o que nos alegra muito!

Mudando de assunto e aproveitando para fazer uma pequena e rápida promoção pessoal: tocarei no evento de lançamento do livro "O Jovem Elvis Presley", do amigo Ayrton Mugnaini. Mais informações em meu outro blog.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Oi Laércio, e a Nina como está?

O comentário acima foi feito no post abaixo pela Nivea (que vem a ser minha prima por ser casada com um primo - tudo bem por aí? :). O comentário me levou a fazer fazer este post.

Desculpem a falta de atualizações, o tempo está escasso para fazer algo mais elaborado e eu, relapso, não faço nem o básico. Vamos lá.

Nina está ótima! Impressionante o quanto ela engordou nos últimos dias. Semana passada estava com as costelas à mostra, dava pena. Essa semana está mais gordinha, é outra "pessoa". Mas tem um problema nessa história... Minha mãe não estava medindo as porções das refeições, danadinha! Em três dias quase acabou com um pacote que deveria durar quase dez. Teve as orelhas puxadas porque se Nina engordar muito vai ter problema pra voltar a andar. 

Só que parece que nada vai ser problema pra ela. Ontem estava solta no quintal pois não estava fazendo suas necessidades e solta ela sai da caminha e faz. Mas aí aconteceu dela me ver e querer vir até mim. E veio andando! Tortinha, fazendo esforço, mas usando as quatro patas. Comovente, pena que acabou tombando... Tive que puxar orelhas de novo, o Dr. Carlos pediu um mês de restrição de movimentos, e com a coleira ela fica quietinha. Melhor obedecer ao conselho médico porque ela está disposta a andar, nem que isso seja contra-indicado agora.

Novamente, desculpem a falta de notícias, mas fiquem tranquilos: ela está ótima! Não tenho mais dúvidas de que vai recuperar-se.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ano novo

2010 começou bem na recuperação de Nina. Ela está mais encorpada, tem se alimentado bem nas quantidades indicadas pelo veterinário e está ganhando peso. O pelo está cada vez mais bonito. E fez algo que emocionou a todos: conseguiu sustentar o peso nas patas traseiras! Já a surpreendemos assim várias vezes, especialmente para fazer as necessidades. Mesmo com a restrição de espaço ela dá um jeitinho de fazer tudo o mais longe possível da caminha. Quando tenta dar seus passinhos ela desaba, mas isso é natural. Ainda faltam mais três semanas para que deixemos que ela tente andar mais e para começarmos a fisioterapia, que será feita em casa através de exercícios que serão ensinados pelo Dr. Carlos.

Temos tudo para acreditar que será um ótimo 2010 para Nina. Desejo que também seja excelente para todos vocês.

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